Deficientes visuais poderão "ver" com a língua

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Jackson Bagatoli
Especialista em tecnologia da Cissa Magazine
26/06/2015 790 visualizações comentarios

A tecnologia sempre trazendo surpresas agradáveis para quem mais precisa. A empresa americana que regulamenta e analisa dispositivos ou quaisquer substâncias que seriam disponibilizadas à população em geral acaba de aprovar, no último dia 18, a divulgação de um produto que promete mudar (com um pouco de prática) a vida de pessoas que antes dependiam exclusivamente de cães guia.

A nova ajudinha às pessoas cegas consiste basicamente em um óculos que serve para analisar o meio ambiente por meio de diversos sensores e passar estas informações por meio de eletrodos para a língua do pedestre. Desta maneira, pessoas com pouquíssima ou nenhuma visão poderiam ser treinadas para traduzir os sinais elétricos em informações mais visuais e espaciais.

ver com a lingua

O dispositivo aprovado pela FDA chama-se BrainPort V100, passou por intensivos testes de segurança e eficácia antes de obter a permissão para divulgação. Dados clínicos que apoiam a segurança do dispositivo incluem identificação de objetos e palavras. Das 74 pessoas que passaram por um ano de treinamento com o dispositivo, 69 obtiveram sucesso no teste de reconhecimento de objetos. Alguns pacientes em algum momento tiveram um pouco de queimação, ardência ou sentiram gosto metálico.

Por muito tempo, cientistas têm feito grandes avanços em termos de substituição sensorial, porém, o BrainPort V100 deve ser o primeiro a chegar ao público final com taxas de aceitação altas e escalabilidade.

Este dispositivo, primeiro deste segmento a ser aprovado pela FDA, deve ser o dispositivo que vai trazer uma enxurrada de outros aparelhos focados em ajudar pessoas com algumas deficiências a treinarem outras partes para simular o que outrora perderam, como a capacidade visual.

Por enquanto, uma ideia promissora que deve auxiliar cegos nos Estados Unidos. Mas esperamos que o Brasil também tenha acesso a tecnologias deste nível, e que substituição sensorial faça todos terem a oportunidade de perceber o mundo mesmo que por sentidos diferentes, como a língua. 

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