Os dispositivos Android mais estranhos de todos os tempos

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Jackson Bagatoli
Especialista em tecnologia da Cissa Magazine
06/07/2015 2.004 visualizações comentarios

Os fãs do sistema Android sempre tiveram uma quantidade assustadora de smartphones e dispositivos rodando o sistema à sua disposição. Um leque de escolhas que às vezes faz os aficionados pelo sistema ficarem até um tanto perdidos na hora de escolher. Nesta lista, o site Android Authority fala um pouco sobre os mais estranhos (mas não necessariamente ruins) que já apareceram.

Os dispositivos Android mais estranhos de todos os tempos

Kyochera Echo

Um smartphone com Android ridículo que era realmente uma pequena aberração. A ideia até parecia interessante no começo e colou para os geeks, porém, não se converteu em sucesso em nenhum momento.

Era um smartphone que possuía duas telas de 3.5 polegadas, que poderiam ser dobradas e utilizadas como tablet de 4.7 polegadas com uma faixa preta no meio, ou ainda uma parte sendo teclado e a outra como a tela em si.

Porém, ninguém realmente comprou a ideia do aparelho, e não é preciso dizer que ele passou longe de qualquer sucesso.

Para completar a catástrofe, o smartphone/aberração trazia uma bateria de 1370 mAh. Nada suficiente para duas telas de 3.4 polegadas, uma brincadeira.

Smartphone Kyochera Echo Android

Sony Tablet P

Este aparelho seguia a linha do Kyochera Echo, contando com duas telas que poderiam ser dobradas e formar uma só ou fazer a posição de teclado + tela.

A faixa preta entre uma tela e outra continuava ali, porém, todo o resto tinha sido bem pensado. Como a bateria que neste aparelho possui 3080 mAh, as duas telas de 5.5 polegadas podem ser sustentadas normalmente mesmo tendo resolução de 1024 x 480p de resolução.

Possui boa autonomia e usabilidade, sendo que seu processador é Dual core de 1GHz. Outra grande vantagem do aparelho era sua possibilidade de acessar a rede de dados.

Sony Tablet P

Sony Ericsson Xperia Play

Ainda falando de smartphones Sony, a empresa lançou (para a felicidade dos gamers) um console portátil que roda Android.

Aparentemente um smartphone comum rodando Android e fazendo ligações, não fosse por sua carta na manga: um joystick que deslizava para baixo dando controle de jogos total para quando a pessoa quisesse jogar de verdade, sem ter que mexer no touchscreen.

Ele provou dar conta do recado, pois suas especificações eram realmente boas para a época na qual ele foi lançado.

Smartphone Sony Ericsson Xperia Play

Notion Ink Adam

Ainda quando os tablet com Android eram apenas especulações e sonhos para muitos, assim como coisas como holografia portátil é para nós hoje, havia uma empresa que já pensava e inovava na área de dispositivos maiores que teriam outras utilidades.

O Adam, da Notion Ink, era ainda otimizado para a tela grande que ele possuía. De sua forma, claro.

Ele só não deu mais certo pois logo foi lançado o primeiro Galaxy Tab, que realmente foi um sucesso e tirou todos os outros de cena.

Tablet Notion Ink Adam

LG Optimus Vu

Este grandalhão na verdade foi um dos primeiros a vir com o tamanho avantajado. A era dos Phablets estava apenas começando e a LG não quis ficar para trás.

O LG tinha uma tela de 5 polegadas, o que era até aceitável. Mas o negócio ficava levemente estranho quando olhava-se para o formato da tela que era praticamente quadrado.

Ele não cabia muito bem nos bolsos muito bem pelo formato diferenciado, mas ainda trazia vantagens para a navegação na internet que ficava muito mais natural.

Smartphone LG Optimus Vu

LG Double Play

Parece que há algum tempo, as tentativas de fazer smartphones com telas duplas parecia estar muito na moda.

E esta foi a vez da LG trazer sua criação ao público, um smartphone onde o teclado deslizava e era separado no meio por uma telinha de 2 polegadas que parecia ter bem pouca utilidade a não ser por uma listinha pré-configurada de aplicativos e atalhos.

Smartphone LG Double Play

Samsung Galaxy Beam

Nem sempre podemos levar nossas televisões e laptops para todos os lugares, e muito menos comprar projetores caros.

Assim a Samsung tentou resolver o problema com o lançamento do Samsung Galaxy Beam: um smartphone que oferecia um pequeno projetor acoplado com potência de 15 lumens e conseguia projetar imagens de 640 x 360 pixels.

O smartphone não caiu no gosto da população em geral, mas funcionava bem para o que se propunha fazer.

Smartphone Samsung Galaxy Beam

 Zettaly Avy

Há problemas sérios de qualidade sonora quando se fala em smartphones Android. Alguns poucos aparelhos comercializados com foco maior para tal propósito até tinham maior qualidade, mas mesmo assim não se aproximavam de alto-falantes comuns.

Porém, existe o Zettaly Avi, um smartphone que roda Android e ao mesmo tempo é extremamente recomendado para produção de som de qualidade. Seus alto-falantes estéreo possuem potência de 5W e adicionam mais volume ao aparelho, mas o som é incrível.

Smartphone Zettaly Avy

Samsung Galaxy Note Edge e S6 Edge

Estes dois aparelhos são a aprova mais atual de que nem todas as tentativas de modificação da tela foram frustradas. Os aparelhos possuem bordas curvas jamais vistas com este tanto de funcionalidade, porém já há muito tempo imaginadas.

Tanto o Galaxy Note Edge quando o Galaxy S6 Edge trazem telas curvas para outro patamar. Não é à toa que são sucesso de vendas e todos querem um hoje em dia. 

As bordas se mostraram de utilidade sem precedentes, pois podem mostrar notificações, prévias de mensagens e atualizações em geral de aplicativos.

Smartphone Samsung Galaxy Note

LG G Flex

A Samsung não foi a única na guerra dos aparelhos de tela curva, inclusive conseguiu mais sucesso do que o primeiro de tela curva da Samsung, o Galaxy Round.

O LG G Flex e LG G Flex 2 são campeões de vendas por 3 características principais: Tela curva verticalmente, a tela pode ser “dobrada” até certo ponto sem sofrer qualquer tipo de avaria, e ele possui.

Até mesmo o mais recente LG G4 possui uma tela que é sutilmente curvada, ou seja, a LG investiu nesta inovação e continua acreditando na mesma.

Smartphone LG G Flex Curvado

Conclusão

O melhor do Android é que ele é livre para modificações de todos os tipos, então fabricantes continuam tendo a liberdade de criação e ainda arriscam conceitos que talvez não fossem aceitos em outros sistemas.

Também percebe-se que tentativas de telas secundárias não deram muito certo por enquanto, mas telas curvas sim.

Veremos os próximos capítulos destas evoluções.

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