Errou! Os 10 maiores fracassos no mundo da tecnologia

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Cleiton Roberto Sanches
Especialista em tecnologia da Cissa Magazine
13/10/2017 1.312 visualizações comentarios

Somos constantemente bombardeados com inovações e tecnologias diferentes. Entretanto, a grande maioria das empresas tem em seu currículo alguns fracassos, mostrando que lançar um novo produto é sempre uma grande aposta.

O insucesso de um produto se deve por uma série de fatores, como o preço final muito alto ou também pelo simples fato de a nova tecnologia não cair no gosto do público. E vale ressaltar que grandes empresas acumulam vexatórios fracassos, já que Google, Apple e Microsoft apostaram em tecnologias que passaram longe de ser um sucesso.

Em alguns casos, o fracasso de um produto pode até mesmo falir uma empresa. Mas em outras situações, o fato de uma tecnologia dar errado pode servir para melhorar um determinado item e fazer com que futuramente, essa mesma companhia lance um produto que na verdade é um melhoramento de tecnologias anteriores.

Fracassos Mundo da Tecnologia

Vale citar o exemplo do Newton, da Apple. O produto foi lançado inicialmente como um assistente pessoal, o já extinto PDA. O Newton foi um fracasso, algo raro na empresa da maçã. O produto prometia uma série de facilidades no dia a dia, entretanto, o seu uso era complicado e nada intuitivo. Acontece que quase 20 depois do lançamento do Newton, a Apple lança o iPhone e finalmente oferece um assistente de bolso digno da empresa da qualidade oferecida pelos produtos Apple! 

Prometer uma nova tecnologia revolucionária é algo realmente desafiador e muitas vezes pode ser uma verdadeira dor de cabeça para as fabricantes, já que prever o comportamento e a reação do público com um produto inédito é algo realmente desafiador.

Como nem tudo são mil maravilhas, os fracassos acontecem e podem ser motivo de vergonha para grandes empreendedores e fabricantes, mesmo quando o seu produto se mostrava promissor, pelo menos no papel!

Confira agora quais são os 10 produtos que prometiam uma verdadeira revolução, mas foram um completo fracasso!

Os 10 grandes fracassos tecnológicos

Nos dias de hoje, empresas de tecnologias apresentam novidades com uma frequência assustadora. Seja lançando novos produto ou atualizado ferramentas antigas, é normal que alguns produtos não façam tanto sucesso quanto outros. Entretanto, algumas tecnologias se destacam, quando se mostram verdadeiros fracassos.

10 - Windows Vista

Windows Vista

A Microsoft se destaca ainda como sendo a maior desenvolvedora de sistemas operacionais para computadores. Entretanto, a empresa também coleciona alguns fracassos, que mostram que o mercado pode ser muitas vezes ingrato.

O Windows Vista é considerado a grande bola fora da empresa, pois essa nova versão do sistema realmente não caiu nas graças do público.

Com a promessa de modernizar o PC, o Windows Vista até apresentou algumas novidades, como o novo sistema de busca instantânea. Entretanto, o software apresentou incompatibilidade com diversos aplicativos, o que afastou usuários. Além do mais o Windows Vista também era muito lento, já que o hardware da época não suportava todas as funcionalidade oferecidas pelo software. A inicialização do computador se mostrava muito lenta e alguns programas carregavam a passos de tartaruga. Vale reforçar que o Vista foi lançado cerca de 6 anos após a chegada do Windows XP ao mercado, que foi um verdadeiro sucesso e era utilizado por milhões de usuários.

O fracasso do Windows Vista também se deve ao fato de que a Microsoft não soube cadenciar direito algumas questões básicas. Com o intuito de gerar mais segurança, o usuário muitas vezes sofria para realizar atividades que muitas vezes eram as mais triviais possíveis. Com usabilidade difícil e recursos complicados, o Windows Vista certamente é algo que a Microsoft não se orgulha de ter criado.

9 - TV com videocassete

TV com Videocassete

No papel, a ideia era ótima, já que unir a televisão com um aparelho de videocassete permitia a economia de espaço e a diminuição na quantidade de fios.

Entretanto, o produto não vingou, principalmente em terras tupiniquins. Nos Estados Unidos, marcas como Philco e Panasonic desenvolviam esses produtos 2 em 1, sendo que no Brasil chegaram versões de 14 e 20 polegadas.

O problema é que esse produto não agradou o consumidor brasileiro. Devido à importação, o produto ficava com um preço mais alto e a manutenção desses aparelhos era muita cara. Para se ter uma ideia, se consumidor comprasse uma TV e um videocassete separados, saia mais barato do que comprar o aparelho 2 em 1. Além do mais, havia o medo da possibilidade de ficar sem TV, caso a parte correspondente ao videocassete queimasse.

Não sabe quantas unidades ao todo do produto foram vendidas no Brasil, mas o aparelho passou longe de ser considerado um sucesso de vendas!

8- Samsung Galaxy Note 7

Samsung Galaxy Note 7

A simples menção do Note 7 deve causar arrepios no executivos da Samsung. A sétima versão da linha Galaxy Note prometia ser uma verdadeira revolução no mundo da tecnologia mobile.

É justo dizer que o modelo vinha com um belo conjunto de hardware, com um chipset desenvolvido pela própria Samsung e mais 4GB de memória RAM. O aparelho também apresentava um design diferenciado, com acabamento em metal e vidro. O modelo ainda vinha com a capacidade de gravar vídeos na qualidade 4K, sendo que o modelo tinha tudo para bater de frente com o iPhone 7 Plus, que era então o seu maior rival.

Entretanto, o grande problema do Note 7 se encontrava em sua bateria. Na verdade, a bateria do aparelho causava mais do que problemas, já que o modelo provocou acidentes de elevada gravidade. Aparentemente, a bateria do Note 7 entrava em combustão espontânea durante o seu carregamento.

A Sammy enfrentou alguns processos, como um caso nos Estado Unidos, em que consumidores alegaram que seu carro pegou fogo pois o Galaxy Note 7 explodiu dentro veículo.

Poucos meses após o seu lançamento, a Samsung se viu obrigada a fazer o recall do seu mais novo phablet, sendo que o aparelho nem chegou a ser comercializado no mercado brasileiro. A imagem da Sammy ficou gravemente abalada e a empresa teve que pagar várias indenizações e também precisou dar explicações sobre o problema com os seus smartphones.

Resta ver se o recém-lançado Galaxy Note 8 vai fazer com que o consumidor esqueça esse explosivo fracasso. Esperamos que sim!

7 - Google Wave

Google Wave

A Google dificilmente erra, mas a empresa também coleciona alguns fracassos na sua vasta história de sucesso.

Um exemplo de tecnologia mal-sucedida é o Google Wave, que esteve disponível somente entre 2009 e 2010. A tecnologia era uma proposta da Google para fazer com que apenas um único serviço substituísse e-mails, mensagens instantâneas, blogs, fóruns, salas de bate-papo e redes sociais, como o Twitter ou Facebook.

Convites para utilizar o serviço eram disputados a tapa e ocorriam até mesmo leilões dos convites para a fase de testes.

Entretanto, a proposta ambiciosa se mostrou um verdadeiro tiro no pé. A utilização dos serviços do Wave era complicada e o serviço não mostrou nada além de uma simples ferramenta de chat complicada de se entender.

Alguns usuários afirmam que o conceito do produto foi vendido como errado e as ferramentas da tecnologias eram complicadas de serem utilizadas. Atualmente, possuímos as redes sociais para servirem como ferramentas de interação, sendo que Twitter, Facebook e Instagram apresentam uma utilização muito mais fácil e intuitiva.

6 - Mac Cube

Mac Cube

Outra derrapada da Apple! O então novo Mac foi construído para atender as demandas de profissionais de Internet e da área de design. Com apenas um ano de circulação, o Mac Cube era um desktop muito bonito, mas pecava em alguns quesitos. Mesmo tendo rendido vários prêmios ao seu criador, Jonathan Ive, o desktop da Apple se mostrou um fracasso de vendas.

O insucesso do produto se deve por vários fatores, mas o preço alto do dispositivo - que era acima dos US$ 1.500,00 - pode ter sido um dos principais contribuintes em fazer com as vendas do Mac Cube não atendesse às expectativas dos executivos da Apple.

Atualmente o modelo está exposto no MoMa, o Museu de Arte Moderna de Nova York, como uma verdadeira obra de arte. Mas como diz o velho ditado “beleza não põe a mesa” e mesmo apresentando um design primoroso, o modelo não escapou da nossa lista de fracassos!

5 - Laserdisk

Laserdisk

Pode-se dizer que o Laserdisk é o avô do DVD e Blu-ray. Entretanto, a antiga tecnologia nunca caiu nas graças do público, muito diferente do que aconteceu com os seus sucessores.

Um Laserdisk (LD) era enorme, muito semelhante ao vinil. Mas, pode-se dar o mérito ao LD como os primeiros discos ópticos desenvolvidos para o armazenamento de vídeos. Foi na década de 70 que os primeiros Laserdisks surgiram, mas é válido afirmar que o produto nunca se consolidou no mercado. No Brasil, o produto nem teve distribuição a nível comercial e definitivamente, não caiu nas graças do público.

Entretanto, empresas como a Pionner levaram a tecnologia do Laserdisk à sério, fabricando esses produtos até o recente ano de 2009.

4 - Vídeocassete Betamax

videocassete betamax

No ano de 1975, a Sony nos apresentava o seu inédito sistema doméstico para a gravação de vídeos em fitas magnéticas. Tudo indicava que mais novo padrão iria dominar o mercado e renderia vários milhões de dólares para a Sony.

Acontece que no ano seguinte, a JVC desenvolveu o padrão VHS para a gravação de vídeo, que se mostrou uma tecnologia muito mais barata. Ainda que o sistema de gravação Betamax conseguisse oferecer mais qualidade de imagem, esse mesmo sistema pecava pelo pouco tempo de imagens suportadas, já que as fitas Betamax conseguiam armazenar cerca de apenas 1 hora de vídeo.

Por sua vez, o padrão VHS era capaz de fazer gravações mais extensas e com isso, o padrão desenvolvido pela JVS caiu nas graças do público. Com maior popularidade, os dispositivos VHS se tornaram muito mais baratos, já que a JVS licenciou a sua tecnologia para mais fabricantes e fazendo com que a competitividade entre empresas fosse determinante para tornar o VHS cada vez mais acessível.

No ano de 1988, a Sony finalmente anuncia que iria começar a fabricar aparelhos com tecnologia VHS, o que enterraria o Betamax de uma vez por todas.

3 - Newton

Newton Apple

O Newton circulou no mercado entre os anos de 1987 a 1998. Pode-se dizer que o dispositivo é um predecessor do iPad e iPhone. O aparelho da Apple foi anunciado e vendido como um assistente pessoal digital, os já extintos PDAs.

O produto foi lançado com a promessa de ser o melhor aparelho para organizar informações e armazenar dados importantes, para que eles sempre  ficassem disponíveis quando fosse necessário. A Apple gastou cerca de US$ 100 milhões para desenvolver o produto e que no final das contes, se mostrou um fracasso total de vendas. Isso prova que a Apple consegue ser uma companhia completamente inovadora, mas a empresa da maçã também coleciona os seus fracassos. 

O fracasso de vendas deve-se muito ao fato de que o Newton era um verdadeiro trambolho, sendo muito grande para ser utilizado com apenas uma mão. A bateria durava pouco, outro fator que atrapalhava de forma considerável a usabilidade do PDA. E para piorar, haviam poucos aplicativos para serem utilizados junto com o produto, fazendo muitas vezes com que o Newton se mostrasse um aparelho inútil.

Entretanto, a Apple conseguiu aprender com os seus erros e quase 20 anos depois, a empresa de Cupertino lançava o iPhone e mostrava de vez como é que se faz um dispositivo móvel de qualidade.

2 - Segway

Segway

Prometendo ser verdadeira revolução no transporte urbano, os produtos da Segway na verdade se mostraram um verdadeira dor de cabeça.

Entusiastas da tecnologia afirmavam que a empresa iria lançar algo inédito no cenário de transportes, mudando permanentemente o modo de como as pessoas iriam se deslocar nos centros urbanos. Ao todo, foram gastos cerca de 100 milhões de dólares para a construção do meio de transporte. Jeff Bezos, o fundador da Amazon, disse que “cidades inteiras seriam construídas em torno dessa ideia” e o megainvestidor John Doerr afirmou que a Segway atingiria vendas de mais de 1 bilhão de dólares mais fácil do que qualquer outra empresa na história.

Acontece que o meio de transporte em si, que é um patinete motorizado, passou por algumas barreiras legais. Determinados países apontaram o produto como um veículo motorizado e com isso, seria necessária ser licenciado e também não seria possível andar com um Segway na calçada. Isso praticamente tiraria todas as vantagens de se utilizar um Segway e tornaria o produto em um verdadeiro incômodo nas estradas.

Além do mais, o patinete era muito caro para ser apenas um meio de transporte utilizado de forma esporádica. Em seu modelo mais básico, um Segway custava cerca de 3000 dólares, fazendo com que o produto que prometeu uma verdadeira revolução. vendesse apenas 30 mil unidades em um período de 5 anos. 

1 - Iridium

Satélite Iridium

Este é um caso realmente sério, em que o lançamento (e fracasso) de uma tecnologia causou a falência de uma empresa. No ano de 1998, a Iridium teve a audaciosa ideia de colocar em órbita 77 satélites de comunicação. O plano ambicioso custou cerca de 5 bilhões de dólares, uma quantia astronômica!

A intenção da Iridium, uma empresa formada sob a tutela da Motorola, era criar uma rede de telefonia móvel que abrangeria todo o planeta Terra. O plano da empresa era conseguir cerca de meio milhão de assinaturas, logo no ano seguinte da inauguração do serviço.

Mas toda essa ambição custou caro. Um aparelho da Iridium era um celular grandalhão e muito caro, custando cerca de US$ 3.000,00. O preço da chamada também era abusivo, já que para fazer uma ligação, pagava-se cerca de 5 dólares o minuto, um preço absurdo para a maioria dos consumidores. E para trazer mais uma desvantagem, era possível fazer ligações apenas ao ar livre, o que já tirava o conceito de mobilidade que foi vendido pela empresa.

Poucas pessoas se interessaram pelos serviços da Iridium e em contrapartida, as mais recentes redes de telefonia celular começavam a conquistar cada vez mais o público, com opções de serviços mais em conta. Estima-se que a empresa conseguiu apenas 10 mil assinantes. Cerca de 1 ano após o início do seu funcionamento, a Iridium com os seus 77 satélites faliu. Restam apenas os satélites em órbita, que atualmente são utilizados pelas forças armadas americanas, por bases expedicionárias na Antártida e navios que cortam o oceano.

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