Os 13 Melhores Filmes Cult para Assistir na Netflix

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Kelen Vargas
Especialista em tecnologia da Cissa Magazine
27/08/2018 4.501 visualizações comentarios

Preencher lacunas intelectuais, expandir a mente e se aventurar por obras cinematográficas que não caiam em estereótipos ou que não sejam só mais um blockbuster, estes são apenas alguns dos motivos que levam os cinéfilos de plantão pela busca de filmes Cult de qualidade.

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Mas o que é um filme Cult? Bem, não se tem como simplesmente caracterizá-lo a um modo ou limitá-lo a determinadas características. Mas em palavras sucintas, um filme cult expressa uma arte alternativa, não necessariamente precisa trazer grandes ensinamentos, mas em sua maioria, buscam ir além do que apenas colocar em tela algo que apenas “brilha e se mexe”.

Um filme Cult pode ser um filme clássico, filme estrangeiro - muitos franceses - ou ainda  aquele filme de 2h30 a 3h de duração, mas não pode ser classificado apenas a isso. Enfim, um filme ser cult não significa necessariamente que precisa ir contra a premissa de mainstream ou filmes hollywoodianos, geralmente o estilo Cult procura oferecer algo além ao telespectador, a mais do que já foi visto ou se espera, reflexões, formas de comportamento, frases marcantes, o surreal preso a mazelas da realidade e até mesmo nostalgia.

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Então se você está procurando bons filmes Cult para assistir, vale a pena conferir a lista que preparamos com ótimos títulos que estão disponíveis no serviço de Streaming da Netflix. Trouxemos diferentes gêneros e formatos de filmes, dentre terror, horror, documentário, humor, fantasia, clássicos e atuais, desde os mais referenciados aos menos conhecidos.
Abaixo você pode conferir o trailer e um breve apanhado de informações sobre a história de cada filme - sem Spoilers, é claro!

Os 13 Melhores Filmes Cult para Assistir na Netflix

Eis os Delírios do Mundo Conectado

Sob a direção de Werner Herzog “Eis os Delírios do Mundo Conectado” é um documentário sobre o impacto da internet na vida da humanidade.  Werner não busca adentrar em explicações, mas sim explorar o quão dependente nos tornamos da tecnologia, por meio de uma detalhada análise sobre os feitos inclinados à internet na sociedade atual. Por vezes até provocativo, o diretor passa a intenção de nos fazer questionar, refletir sobre os limites e as fronteiras da vida tecnológica, colocando o telespectador frente a fatos reais como pessoas alérgicas ao sinal de wifi;  crimes digitais; indivíduos viciados em games que chegam a se desligarem da vida real; guerras cibernéticas , etc.

No filme, situações como o primeiro computador do mundo a enviar um e-mail são debatidas, tal como as recentes e audaciosas missões espaciais desenvolvidas por Elon Musk. Somos apresentados a diferentes cenários, onde Werner Herzog  aponta vários benefícios da internet - afinal de contas é inegável o poder e influência da internet e tecnologias em geral ao facilitar e resolver problemas relacionados às necessidades e demandas da vida moderna - Mas temos o outro lado de tudo isso - o dark side - no qual o narrador, e por vezes entrevistador, se sobressai mostrando os problemas relacionados à dependência excessiva das pessoas pela tecnologia.

A narrativa é dividida em capítulos que abrangem o passado, presente e futuro da tecnologia, por meio de uma comparação que se baseia em uma visão que não condena, mas também não valoriza como correto os vários acontecimentos decorrentes do primeiro “pequeno” feito da internet, como o fatídico envio da primeira mensagem de um computador ao outro. Um filme que vale muito a pena ser visto sem ser interrompido pelo “update” de uma das suas redes sociais!

Clube dos Cinco

Um dos filmes mais comerciais e de maior sucesso da lista, Clube dos Cinco não deixa de ser um filme cult, conquistou o grande público na década de 80 e com sua narrativa atemporal é aclamado e referenciado com frequência ainda hoje, de fato um clássico filme adolescente que se desprende de tramas clichês. Pode se dizer que o roteiro de John Hughes deu início a tramas na qual os jovens podem, de fato, se identificarem com a história em tela, com acontecimentos semelhantes em seu cotidiano.

Marcado pela música Don’t you do Simple Minds em sua trilha sonora, o filme Clube dos Cinco não opta por grandes revelações em bailes de formatura, não é uma trama de apostas para o popular ficar com a nerd, nem nada que se apegue muito a “falsos estereótipos” adolescentes. Na verdade, este filme que marcou toda uma geração apresenta como premissa cinco adolescentes, que estão em detenção na escola durante um sábado, com a tarefa de escrever uma redação de mil palavras sobre o que pensam de si mesmos, consequência por terem cometido pequenas violações de regra na escola.

O ponto forte da narrativa inclina-se a ótima construção de diálogos entre os personagens, com pontos de vista e visões diferentes do mundo, vários conflitos acontecem entre os cinco, que até o dado momento da detenção não se conheciam - não realmente - mas passam a ter empatia e outros sentimentos entre si. Temas como família, aceitação, tolerância, ansiedade e muitos outros são tratados de forma natural, por vezes com ótimos alívios cômicos. Mesmo os personagens sendo o atleta, a patricinha, o nerd, a desajustada e o marginal, a tirada de humanizá-los e desconstruí-los foi fenomenal, nas palavras do próprio Andrew (Emilio Estevez): "Nós todos somos bizarros. Só que alguns são melhores em esconder”.

Jim & Andy

Jim e Andy é um documentário lançado em 2017, que mostra as filmagens de bastidores do filme "O Mundo de Andy" de 1999, no qual vemos os detalhes e situações de como o ator Jim Carrey adotou a peculiar persona do comediante Andy Kaufman durante a produção do longa. É um documentário que divide opiniões e críticas: Talento, força criativa x lado sombrio de  Jim Carrey - quem sabe a resposta esteja entre ambos, ou mesmo não haja uma resposta! O fato é que o documentário nos leva por meio de lembranças em gravações, junto a Carrey refletindo sobre o significado da vida e realidade, da identidade e da carreira.

Sob a direção de Chris Smith, o filme Jim & Andy faz o uso de cerca de 100 horas de material captado no set de filmagem do longa, durante quatro meses acompanhando o processo de Carrey se tornando Andy, de forma mais do que convincente - não apenas em frente às câmeras. Traz às telas uma obra fascinante, no que diz respeito ao potencial e talento de um ator, que muitas vezes chega a beirar o surreal.

O filme Jim & Andy é uma ótima pedida para os amantes da sétima arte e para àqueles que se interessam pelo mistérios das criações artísticas, montagem, roteiro, personalidades, bem como para os fãs e apreciadores do trabalho de Andy e claro de Carrey, ambos tão talentosos, quanto excêntricos.

Old Boy

No filme Old Boy o diretor  coreano Park Chan Wook traz uma trama não-linear, digna do estilo Tarantino, esbanja cenas de luta e violência no desenrolar de uma história de mistério e vingança, no centro da narrativa temos Oh Dae-su (Choi Min-sik), que sem motivo aparente se vê trancado em uma prisão secreta - passa 15 anos dentro de um quarto sem saber o motivo - a certa altura ainda descobre ser o principal suspeito do assassinato da sua mulher. Sem explicação, depois de tantos anos é libertado, e agora vai procurar por vingança àquele que o causou tamanha tortura.

Com um roteiro muito bem construído, o filme Old Boy não se prende apenas a apelativas cenas de luta e violência, elas existem e bastante, mas ainda assim, a história se preocupa em levantar temas para reflexões que inclinam-se à liberdade, vingança, consequências dos atos. Ambas se complementando muito bem, mas de forma proposital nunca é dado aos espectador um desfecho direto dos acontecimentos, fazendo uso de cenas por vezes perturbadoras aos olhos mais sensíveis.

“Bizarrices” acontecem aos montes, para aqueles que curtem histórias com tons de horror, mas com boa base de contextualização, vale a pena apreciar a obra em seus 120 minutos de duração. Prepare-se para mutilações, degustação de alimento vivo, mais mutilações e ótima performance do ator principal, com suas expressões que dão um show.

Pulp Fiction

Escrito e dirigido por Quentin Tarantino, Pulp Fiction é um clássico dos filmes de crime e suspense. Para contextualizar, a trama gira em torno de Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) dois assassinos profissionais que realizam cobranças para um poderoso gangster - Marsellus Wallace (Ving Rhames). A narrativa não se prende a uma ordem cronológica, nela somos levados a acompanhar histórias distintas, mas que se complementam.

Ícone cult entre os cinéfilos, Pulp Fiction foi lançado em 1995, mas é alvo de debates e reflexões nas mais variadas mídias digitais até hoje. É referenciado e ainda proporciona ótimos memes para usarmos nas redes sociais! Mas o que faz o filme ser dão bem ovacionado fica a cargo dos diálogos, muito bem construídos, que se aventuram em assuntos delicados sem considerar muito o politicamente correto, rendendo vários alívios cômicos de humor negro, tratando com certa peculiaridade assuntos como violência, drogas e morte.

Com personagens complexos, protagonizando cenas épicas, junto a uma trilha sonora envolvente e montagem de cenas e elementos enigmáticos - por vezes controversos. O clássico Pulp Fiction é alvo de citações e referências nas mais variadas obras cinematográficas, seriados e até mesmo nas conversas do nosso cotidiano, afinal de contas, mesmo quem não assistiu, pelo menos já ouviu falar ou já viu prints de cenas do filme espalhadas pela internet, sendo usadas para os mais diversos fins.

Sociedade dos Poetas Mortos

Estrelado por Robin Williams - que conquistou gerações com seus brilhantes personagens -  o filme Sociedade dos Poetas Mortos chegou às telas no ano de 1990 repleto de ensinamentos e lições preciosas. Williams dá vida John Keating, ex aluno da Welton Academy, ele está de volta na instituição como professor de literatura/poesia. A trama se desenvolve com John e uma classe - em específico - do tradicional colégio, que seguiam as ordem de tradição, disciplina, honra e excelência, todos os jovens sofriam grande influência de seus pais (como nos costumes da época) sem poderem “pensar” por conta própria.

O ponto alto da narrativa encontra-se nas ideias nada ortodoxas do professor, que se chocam com as doutrinas do colégio e costumes dos alunos. John Keating quer que seus alunos pensem por conta própria, se apeguem no acreditam e de fato almejam para seus futuros. Em pouco tempo o professor já é muito bem quisto pela classe, a premissa de seus ensinamentos é o Carpe Diem, que significa aproveitar cada um dos momentos de nossa existência, sempre ao máximo - com responsabilidade - pois se ficarmos adiando para amanhã o que podemos fazer hoje, talvez o amanhã não chegue.

Um filme tocante, envolvente e com grandes lições sobre a forma como vivemos nossas vidas e nos deixamos influenciar e “seguir a maré” por acreditarmos ser o que as pessoas esperam, ou por ser mais fácil. Fotografia cativante, ótimos cenários, ambientação e roupagem que passam com maestria os tons da época (década de 50 para 60).

Donnie Darko

Sob a direção de Richard Kelly, o filme Donnie Darko nos leva em uma viagem de ficção científica, drama e horror. Lançado em 2001, a narrativa se passa na década de 80, onde somos apresentados a um jovem de nome Donnie (Jake Gyllenhaal), de personalidade excêntrica, ele está cursando o colegial, onde não simpatiza com a maioria de seus colegas. Certa noite, o garoto se depara com um coelho gigante - de aparência tenebrosa - o coelho que atende pelo nome de Frank salva a vida de Donnie e ainda ainda o alerta sobre o fim do mundo, que vai acontecer em 28 dias, 6 horas, 42 minutos e 12 segundos. Em meio a acontecimentos e elementos que não se apegam a realidade da física quântica, teremos um Donnie Darko questionando o quão verdadeiras podem ser as palavras do coelho Frank, ao mesmo tempo em que faz algumas “tarefas” a pedido do mesmo.

A narrativa é um fenômeno cult, tornou-se atemporal por ter um inteligente roteiro com impressões imaginárias contemporâneas e milenares sobre o tempo, destino e redenção, é um filme de viagens no tempo e filosofia e tudo mais que cada telespectador conseguir captar com a sua perspectiva em meio a tantos elementos, aspectos, levantamentos e conclusões em um universo tangente.

Beirando o efeito borboleta, o filme Donnie Darko nos leva a refletir sobre como uma pequena ação pode influenciar todo um ciclo de acontecimentos, se atentar ao sentido dos padrões sociais e ainda questionar o que fomos ensinados a acreditar, com uma trama recheada de frases que vão te deixar perplexo em busca de sentido para as mesmas.

Forrest Gump

O carismático Forrest Gump ganha vida através do renomado ator Tom Hanks, em uma trama construída por Eric Roth, sob a direção de Robert Zemeckis. Temos Forrest em meio a 40 anos de história dos Estados Unidos, vivenciando e influenciando grandes fatos históricos, como a Guerra do Vietnã. Forrest Gump nunca fora um exemplo de QI acima da média, mas isso não significa que a seu próprio modo não possa realizar coisas extraordinárias. Ainda que protagonizando grandes feitos, nunca deixou de  pensar no seu amor de infância, fator este que é causa e influência das recorrentes situações que acabam acontecendo em sua trajetória.

O longa nos apresenta uma história de destino e como alguém pode ser levado por ele ou conduzi-lo, através de fatos que causam interpretações diferentes a cada telespectador, mas sempre com base de refletir sobre a vida e o que a leva a ser o que é. Resultado de nossas ações e escolhas, ou trunfo do destino independente do que fazemos?

Movido por seu grande amor, Forrest não se deixa abalar por tantas adversidades impostas em seu caminho. Um filme que vai lhe fazer derramar lágrimas em alguns momentos e arrancar risadas em outros, com uma trama completa, bem construída e ambienta, com uma fotografia e cenários que enchem os olhos, e a mestria da atuação de Tom Hanks ao transparecer uma história extraordinária.

Zeitgeist: The Movie

Disponível no catálogo da Netflix, Zeitgeist: The Movie encontra-se com a seguinte descrição: “Documentário de Peter Joseph sobre elos polêmicas entre a religião organizada, os mercados financeiros globais e a estrutura do poder internacional”. Premissa básica para um tema que vai a fundo nas raízes e aspirações das crenças humanas, um documentário recheado de argumentos que podem ser plenamente convincentes, quando o assunto é manipulação em massa na sociedade, exercida por grandes instituições, conglomerados, governos, religião, etc.

O título Zeitgeist é um termo em alemão que remete a ser algo como espírito do tempo ou sinal dos tempos, fazendo analogia precisa a tudo o que é apresentado do documentário. Zeitgeist: The Movie se aprofunda a entender como funciona o “sistema”, avaliando e mostrando conspirações sobre eventos trágicos da história. Mas ganha continuação em mais dois longas “Zeitgeist– Addendum e "Zeitgeist – Moving Forward”, conseguindo abranger ainda mais fatores, como por exemplo, até onde a sociedade pode ser manipulada sem que nem ao menos perceba, como se a maioria esmagadora esteja vivendo uma alienação mútua.

A narrativa apresentada em Zeitgeist divide opiniões, o que já era de se esperar, levando em consideração os assuntos abordados, para alguns uma visão inteligente e perspicaz, para outros, um filme para rebeldes anarquistas. Há ainda aqueles que buscam maior sensatez e conseguem ver os pontos que se sustentam e outros que se perdem em meio a certo nível de apelação. De todo modo, vale a pena assistir e tirar suas próprias conclusões.

Raw

Sustentando uma trama central de canibalismo, o filme Raw nos apresenta Justine (Garance Marillier),  uma jovem vegetariana que tem suas ações completamente mudadas após ser forçada a comer carne em seu trote na faculdade de veterinária. Raw (grave, em tradução para o português) é um filme francês que traz Julia Ducournau como diretora. A trama recebeu a atenção do grande público desde seu lançamento no Festival de Toronto, onde várias pessoas passaram mal ou desmaiaram durante as sessões.

Após o trote grotesco, Justine sente as mudanças em sua biologia, descobrindo sua verdadeira natureza, deste ponto em diante somos levados pelas cenas carregadas de tons vermelhos - de sangue - ao que a protagonista vai descobrindo suas “ preferências”. Mesmo sendo um filme de terror e horror, carrega fotografias que o fazem ser, por incrível que pareça, algo belo.

É uma ótima pedida para os fãs do gênero que não se apegam a filmes comerciais ou de procedência Hollywoodiana. Um filme que, sob o comando de sua jovem diretora, não se encarregou de agregar cenas confortáveis, pelo contrário!Mas está tudo bem se você não se importar em ver pessoas se alimentando de partes de outras.

Monty Python: O Sentido da Vida

Monty Python: O Sentido da Vida é dirigido por Terry Jones, que é  co-criador e membro da companhia de comédia Monty Python. O filme de 1983 é um trabalho super original do grupo, onde a estrutura do mesmo é apresentada em "sketches", que harmonizam filosofia e humor - famoso humor ácido britânico, que por vezes desconforta os mais sensíveis - abrangem temas que vão desde o nascimento até a morte, a fim de compreender o sentido da vida, ou tentar provar que de fato não existe nenhum.

Sem dúvidas o humor é uma válvula de escape para as mais variadas situações, então por que não se apropriar dela para fazer arte e acrescentar reflexões sobre as peripécias da vida? Mesmo o filme não sendo considerado a melhor obra do grupo,  “O Sentido da Vida” se saiu muito bem em fazer rir, mesmo com humor escatológico proposto em algumas cenas, não deixa de atingir fatores reais que a existência humana propicia.

Através dos capítulos dentro do longa, os humoristas tomaram o cuidado de deixar tudo muito bem esquematizado a fim de se complementar, por meio de críticas e ironias seguem as fases da vida sem - nem por um momento - fazerem questão de apresentarem alguma resposta para o título do filme.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é um filme que capricha em entregar uma ótima história sem se apegar em estereótipos e mesmices, fica longe de ser uma trama como tantas que existem e só mudam basicamente os intérpretes. O longa se tornou sinônimo de cult, pois é francês, com elementos surreais, com título grande e explora nada mais que os possíveis acontecimentos na vida de uma jovem, de maneira perspicaz, envolvente e reflexiva. Título perfeito para rodar e expandir a mente, ao se atentar nas relações humanas e como lidamos com  amor, paixão e a perda.

A premissa da história nos apresenta a jovem Amélie (Audrey Tautou), que quando criança não teve contato com outras crianças, crescendo de maneira isolada. Já na vida adulta, temos a protagonista trabalhando como garçonete em um restaurante parisiense em Montmartre. Em um dia, Amélie encontra uma caixa com pertences do antigo morador do apartamento que ela reside a pouco tempo. Decide procurar o homem e devolvê-lo a caixa, neste momento, ao presenciar a emoção sentida pelo dono dos pertences, a jovem passa a pensar na importância dos pequenos atos, e começa a remodelar sua visão de mundo. Decidida, ela dá um novo sentido a sua existência, realizando pequenos gestos para as pessoas ao seu redor, com o objetivo apenas de agregar felicidade na vida daqueles que puder.

Pequenos detalhes na narrativa cativam aquele em frente a tela, uma história envolvente e divertida de acompanhar, muito bem construída por  Jean-Pierre Jeunet e Guillaume Laurant. O que se sobressai é o encanto expresso pelo olhos da personagem, frente a um mundo visto de modo diferente do convencional, através da sua perspectiva única e distinta, fantasiosa, mas que ainda assim não foge da realidade que nos cerca.

Tower

Completando nossa lista com os melhores filmes cult da Netflix, trazemos Tower, uma animação em formato de documentário que tem como tema central os tiroteios em massa que assombram a história dos Estados Unidos. Mais precisamente o ocorrido em 1996 na Universidade do Texas, onde um atirador abriu fogo no campus durante 96 minutos, deixando 16 mortos e cerca de 33 feridos.

O documentário não se prende a apelos, nem sensacionalismo, busca por meio das animações, recriar este cenário perplexo que foi o ocorrido, através de depoimentos de testemunhas, mantendo o foco nas vítimas e não no atirador, bem como mostrar ações de sobreviventes e daqueles que foram tidos como heróis.

Uma criação emocionante que conta com a direção de Keith Maitland, por vezes a sensação de angústia toma conta ao que a história é recontada frente aos nossos olhos, com o poder de nos transportar para aquele fatídico dia do massacre.

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